Creio que qualquer pessoa com bom senso trataria uma pessoa esquizofrênica e delirante de modo reservado, seja de maneira afetuosa ou não. Do mesmo modo, essa mesma pessoa não levaria muito a sério o que essa pessoa afirmasse como sendo uma revelação máxima de uma verdade profunda. Sendo assim, por que ainda insistimos em acreditar em contos de fadas bem estruturados e que, na verdade, não possuem qualquer evidência? Nossa mente, me parece, precisa da fantasia assim como um bebê precisa de sua mamadeira: alimento e prazer andam de mãos dadas. Só que agora dizemos “alimento para a alma”. Delirantes coletivos não sabem que estão delirando e teimam em acreditar fortemente na natureza de seu delírio.

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